Economia

Risco-país sobe e Argentina vive tempestade nos mercados; Milei alega ‘pânico político’

Na quarta-feira, o Banco Central foi obrigado a intervir pela primeira vez após cinco meses sem operações no mercado de câmbio

Risco-país sobe e Argentina vive tempestade nos mercados; Milei alega ‘pânico político’
Risco-país sobe e Argentina vive tempestade nos mercados; Milei alega ‘pânico político’
O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa para apoiadores durante o comício de encerramento do partido político La Libertad Avanza para a eleição provincial em Moreno, província de Buenos Aires, Argentina, em 3 de setembro de 2025. Brigas foram registradas no entorno do ato. Foto: Luis ROBAYO / AFP
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O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta sexta-feira 19 que o “pânico político” está provocando uma tempestade nos mercados que leva ao colapso do peso e à disparada do risco-país.

No Banco Nación, o maior banco público da Argentina, o dólar fechou cotado a 1.515 pesos (5,47 reais) e rompeu o teto da banda de flutuação cambial estabelecida pelo governo.

Há “pânico político que está se espiralizando no mercado e gerando uma descoordenação enorme em termos de risco-país”, afirmou o presidente ao discursar nesta sexta-feira na Bolsa de Comércio de Córdoba.

O ultraliberal defendeu seu programa econômico e considerou que estão “colocando obstáculos” para prejudicá-lo.

O risco-país, uma medida da confiança do mercado na solvência de um Estado, é elaborado pelo banco JP Morgan e nesta semana ficou em torno de 1.400 pontos base, o que afasta a Argentina dos mercados internacionais de crédito.

Na quarta-feira, o Banco Central foi obrigado a intervir pela primeira vez após cinco meses sem operações no mercado de câmbio, e em apenas dois dias vendeu 432 milhões de dólares (2,3 bilhões de reais) das reservas para sustentar a moeda.

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