Política
A visão dos brasileiros sobre a pena imposta pelo STF contra Bolsonaro no julgamento da trama golpista
A opinião pública sobre a condenação do ex-capitão a 27 anos e 3 meses de prisão foi monitorada pela Quaest
A polarização atual da sociedade brasileira se reflete na avaliação sobre o tamanho da pena imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira 17 pela Quaest.
De acordo com o levantamento, 49% dos brasileiros consideram que a decretação da prisão por 27 anos e 3 meses é “exagerada”. Por outro lado, 35% consideram “adequada” e 12% “insuficiente” – ou seja: os dois índices, somados, chegam a 47%, e indicam situação de empate técnico com aqueles que acham que a pena é longa demais. Enquanto isso, 4% não opinaram.
Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 12 e 14 de setembro – logo após a decretação das penas, que aconteceu na quinta-feira 11. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
As outras punições aplicadas recentemente contra o ex-presidente encontram apoio maior entre os entrevistados. A soma dos percentuais de pessoas que consideram a prisão domiciliar “adequada” ou “insuficiente” chega a 67%. Confira os números:

A pesquisa revelou, também, que a maioria da população (55%) acredita que houve tentativa de golpe de Estado. O índice é maior que o registrado em dezembro de 2024, quando 50% diziam acreditar na hipótese. Apenas 38% avaliam que não houve tentativa de solapar a democracia – o índice era idêntico em dezembro.

O percentual de pessoas que acreditam no envolvimento de Bolsonaro na tentativa de golpe também supera a metade dos entrevistados: são 54%. Esse índice tem subido aos poucos desde que a Quaest começou a realizar levantamentos sobre o tema. Os que discordam que o ex-presidente participou do plano são 34% – há estabilidade nesse índice ao longo dos meses, com pequenas oscilações dentro da margem de erro.

2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Toffoli é sorteado como relator de habeas corpus para soltar Bolsonaro
Por CartaCapital
Bolsonaro passará a noite no hospital após se sentir mal
Por Agência Brasil
Bolsonaro tem crise de vômito e vai a hospital em Brasília
Por Wendal Carmo
Quaest aponta estabilidade na aprovação e desaprovação do governo Lula em setembro; veja os resultados
Por CartaCapital



