Economia
Deputados dos EUA chamam Bolsonaro de golpista e apelam a Trump pelo fim do tarifaço
Interferência no Brasil rompeu as relações e atingiu as famílias americanas, afirmam congressistas
Três deputados norte-americanos do Partido Democrata divulgaram uma carta na qual solicitam que o presidente Donald Trump revogue as sanções impostas ao Brasil. Eles também elogiaram o julgamento no Supremo Tribunal Federal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete pessoas por tentativa de golpe de Estado.
Assinam o documento os congressistas Gregory W. Meeks, Joaquin Castro e Sydney Kamlager-Dove.
“O fato de Trump ter travado uma guerra comercial para defender seu colega golpista não apenas rompeu as relações EUA-Brasil, como foi feito às custas das famílias americanas impactadas pelo que são, na prática, impostos”, dizem os deputados, em referência ao tarifaço de 50% sobre a importação de diversos produtos brasileiros.
Leia a carta:
“O sistema Judiciário brasileiro concluiu o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e o considerou culpado de planejar um golpe para anular os resultados das eleições presidenciais de 2022, e os Estados Unidos devem apoiar o povo brasileiro enquanto este começa a superar essa ameaça à sua democracia. Esse caminho, no entanto, foi minado pelos esforços do governo Trump para interferir nas instituições democráticas brasileiras impondo uma tarifa ilegal de 50% ao País para manipular esse processo judicial.
O fato de Trump ter travado uma guerra comercial para defender seu colega golpista não apenas rompeu as relações EUA-Brasil, como foi feito às custas das famílias americanas impactadas pelo que são, na prática, impostos. Os interesses econômicos e de segurança nacional americanos sofreram danos colaterais, à medida que o Brasil exporta cada vez mais seus produtos para a China em detrimento dos Estados Unidos.
Apelamos a Trump para que encerre imediatamente seus esforços para minar a democracia brasileira e ponha fim a essas tarifas ilegais que impactam a economia americana. Só então poderemos trabalhar para reconstruir esta parceria crucial”.
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