Política

Moraes frustra tentativa de Bolsonaro de receber visitas contínuas da cúpula do PL

A defesa justificava que os membros do PL possuíam ‘relevância institucional’ e deveriam ter livre acesso à casa do ex-presidente

Moraes frustra tentativa de Bolsonaro de receber visitas contínuas da cúpula do PL
Moraes frustra tentativa de Bolsonaro de receber visitas contínuas da cúpula do PL
Jair Bolsonaro pode ser condenado a até 43 anos de prisão – Foto: Evaristo Sa / AFP
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta quarta-feira 10 o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de receber visitas contínuas de figuras do PL como Valdemar Costa Neto, o presidente da Câmara, Altineu Côrtes (RJ) e a deputada federal Caroline de Toni (SC).

Em sua decisão, Moraes sustentou que a prisão domiciliar perderia suas características de restrição à liberdade se fosse autorizado o livre acesso de “pessoas estranhas à família do réu sem qualquer controle judicial”.

No documento, a defesa do ex-capitão justificava que os citados possuem “relevância institucional e pelo papel de liderança que exercem, impondo-se contato frequente e necessário”. Por isso, Bolsonaro pedia o acesso livre, assim como acontece com seus advogados e familiares, dos seguintes membros do PL:

  • Rogério Marinho, senador;
  • Altineu Côrtes, deputado federal;
  • Valdemar da Costa Neto, presidente do PL;
  • Caroline de Toni, deputada federal;
  • Sóstenes Cavalcante, deputado federal; e
  • Bruno Scheid, vice-Presidente estadual do PL.

O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o último dia 4 de agosto por determinação de Moraes. Ao decretar a prisão domiciliar, o magistrado proibiu visitas a Bolsonaro, salvo de seus advogados e outras pessoas previamente autorizadas pelo STF.

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