Política

PSOL aciona o MPF sobre possíveis doações ilícitas à campanha de Tarcísio

Uma das maiores doadoras da campanha eleitoral do governador é investigada por lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico internacional de drogas

PSOL aciona o MPF sobre possíveis doações ilícitas à campanha de Tarcísio
PSOL aciona o MPF sobre possíveis doações ilícitas à campanha de Tarcísio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Alesp/Reprodução
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A bancada feminista do PSOL solicitou ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público de São Paulo a abertura de um inquérito contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por supostos recursos ilícitos recebidos por sua campanha eleitoral.

Com base em reportagens, parlamentares afirmam que a sexta maior doadora da campanha eleitoral de Tarcísio em 2022, a pecuarista Maribel Schmittz Golin, possui vínculos com uma rede criminosa que envolve o PCC e a organização mafiosa italiana Ndrangueta. A doadora teria feito um aporte aproximado de meio milhão de reais à candidatura de Freitas.

As doações à campanha, segundo a peça, teriam sido feitas por algumas empresas ligadas a Maribel, entre elas a JBT Empreendimentos e Participações, que virou alvo de investigação da Polícia Federal em uma apuração sobre lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico internacional de drogas. A empresa, segundo dados da Junta Comercial de São Paulo, deu um salto repentino em seu capital social em 2022, passando de 72 mil reais para 27,4 milhões.

No curso das investigações, Maribel teria sido ainda associada a transações financeiras suspeitas a Willian Barile Agati. conhecido como ‘concierge do PCC’ e denunciado junto à 23ª Vara Federal de Curitiba como operador logístico da facção criminosa.

“A instauração de inquérito civil se faz necessário já que há indícios fortes de recebimento de recursos ilícitos para financiar a campanha eleitoral de Tarcísio em 2022″, afirma Paula Nunes, da Bancada Feminista do PSOL. Caso fique comprovado a natureza ilícita dos recursos e o conhecimento do governador, o caso pode configurar crimes como lavagem de dinheiro, receptação e recebimento de doações eleitorais de fontes vedadas.

O governador e a JBT Empreendimentos e Participações foram questionados sobre a denúncia, mas ainda não retornaram as tentativas de contato. O espaço para manifestação segue aberto.

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