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Governo da Espanha anuncia medidas para deter o genocídio promovido por Israel em Gaza
As medidas incluem a proibição de entrada na Espanha de pessoas que participem de forma direta na guerra e bloqueia navios e aviões com itens, incluindo combustíveis, destinados ao exército de Netanyahu
O primeiro-ministro da Espanha, o socialista Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira 8 várias medidas para “deter o genocídio em Gaza“, incluindo um embargo de armas a Israel e a proibição de atracar em portos espanhóis para embarcações que transportem combustível para o Exército israelense.
O governo da Espanha, uma das vozes europeias mais críticas em relação à atuação israelense em Gaza, “decidiu dar mais um passo e implementar de forma imediata nove ações adicionais para deter o genocídio em Gaza, para perseguir seus executores e para apoiar a população palestina”, anunciou Sánchez no Palácio da Moncloa, em Madri.
“Sabemos que todas estas medidas não serão suficientes para deter a invasão nem os crimes de guerra, mas esperamos que sirvam para adicionar pressão sobre o primeiro-ministro (Benjamin) Netanyahu e seu governo, para aliviar parte do sofrimento que está passando a população palestina”, acrescentou.
As medidas, que serão executadas “de forma imediata”, incluem aprovação de uma lei que “consolide juridicamente o embargo de armas a Israel, que já aplicamos de fato desde outubro de 2023”, afirmou Sánchez.
Além disso, será proibida a escala em portos espanhóis “para todos os navios que transportem combustíveis destinados às Forças Armadas israelenses”, assim como será negada a entrada no espaço aéreo espanhol para aeronaves que “transportem material de defesa destinado a Israel”, apontou.
As medidas também incluem proibir a entrada no território de pessoas “que participem de forma direta no genocídio”, vetar a entrada de produtos “procedentes dos assentamentos ilegais em Gaza e na Cisjordânia” e limitar os serviços consulares espanhóis a pessoas que residam nestes assentamentos.
A Espanha aumentará a ajuda aos palestinos e à agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), acrescentou Sánchez.
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