Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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Hamilton de Holanda celebra 50 anos com turnês internacionais e homenagem no Lincoln Center

O bandolinista prepara shows no Brasil, na Índia, na Europa e nos EUA, além de novo álbum e o retorno do lendário Baile do Almeidinha

Hamilton de Holanda celebra 50 anos com turnês internacionais e homenagem no Lincoln Center
Hamilton de Holanda celebra 50 anos com turnês internacionais e homenagem no Lincoln Center
O bandolinista Hamilton de Holanda (Foto: Divulgação)
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O bandolinista Hamilton de Holanda completa 50 anos em 30 de março de 2026, mas as comemorações já começam antes da data — e se estendem bem depois dela. Entre shows, turnês internacionais e novos lançamentos, o músico prepara um ano em que o bandolim de 10 cordas segue como protagonista de uma trajetória marcada pela ousadia.

“A minha música é encontrar formas de levar o bandolim e a música brasileira para todos os cantos do mundo”, disse em entrevista a CartaCapital. É nessa busca que ele constrói seus projetos, cruzando fronteiras e ampliando públicos.

Seu álbum mais recente, Hamilton de Holanda Trio – Live in NYC (Sony Music), gravado no Dizzy’s Club, no Jazz at Lincoln Center, em Nova York, figura entre os destaques do primeiro semestre. Ao lado de Thiago “Big” Rabello (bateria) e Salomão Soares (teclados), Hamilton recebeu ainda o saxofonista americano Chris Potter em três faixas, reafirmando seu trânsito no cenário internacional.

Não é de hoje que ele cultiva parcerias de peso. No ano passado, lançou Collab com o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, álbum indicado ao Grammy Latino. Em outubro e novembro, a dupla se reencontra em uma turnê pela Europa.

Antes disso, o Hamilton de Holanda Trio cumpre uma série de apresentações no Brasil e no exterior: neste sábado 23, participa da 3ª edição do festival Jazz na Serra, em Santo Antônio do Pinhal (SP), e no domingo 24 toca em Gama, no Distrito Federal. De 15 a 18 de outubro, o grupo leva sua sonoridade para a Índia.

Outro retorno importante está marcado para 10 de outubro: o Baile do Hamilton, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. A festa é herdeira do lendário Baile do Almeidinha, que o músico promoveu antes da pandemia. “É uma música dançante”, explica. O plano é testar a recepção do público e avaliar a retomada em definitivo do projeto.

Hamilton também já pensa em um novo álbum autoral para celebrar os 50 anos; talvez ainda em 2025, talvez no ano seguinte. Material não falta: durante a pandemia, compôs 366 músicas em casa.

Na agenda, dois compromissos de gala já estão reservados para 12 e 13 de junho de 2026. Nesses dias, a Jazz at Lincoln Center Orchestra, comandada pelo trompetista Wynton Marsalis, apresentará obras de Hamilton de Holanda e do maestro Moacir Santos, com a participação dos próprios artistas, no Rose Hall, sala principal do Lincoln Center, em Nova York.

Apesar do reconhecimento, o músico admite que ainda há desafios. “É difícil, tem a barreira do bandolim. Tem gente que nem conhece direito o instrumento. Sempre há necessidade de abrir espaço”, reflete. É justamente desse impulso que nasce a vitalidade de um artista que chega aos 50 anos com fôlego de estreante.

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