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Brasil acompanha com preocupação movimentação militar dos EUA perto da Venezuela, diz Amorim

O diplomata ressaltou ainda que a posição do governo brasileiro é contrária a qualquer interferência em assuntos internos do País vizinho

Brasil acompanha com preocupação movimentação militar dos EUA perto da Venezuela, diz Amorim
Brasil acompanha com preocupação movimentação militar dos EUA perto da Venezuela, diz Amorim
O ex-ministro Celso Amorim. Foto: Antonio Araújo/ Câmara dos Deputados
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O diplomata Celso Amorim, Assessor Especial da Presidência para Assuntos Internacionais, disse acompanhar com “preocupação” o deslocamento de navios de guerra dos Estados Unidos para a região do Caribe, próximo à Venezuela. As declarações foram nesta quarta-feira 20 durante uma audiência na Câmara dos Deputados.

Na terça-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a gestão Donald Trump se prepara para “usar toda sua força” para frear o “fluxo de drogas em direção ao País”, após ser questionada sobre o envio de três navios com 4.000 para as águas do Caribe. A operação militar ocorre em meio à pressão contra cartéis, o tráfico de fentanil e outras drogas ilícitas aos EUA.

“Acho que a não intervenção é fundamental”, frisou o ex-chanceler após ser questionado sobre o tema. “Quando houve as eleições, tivemos dúvidas, evitamos cumprimento, mas mantivemos a relação, que é de Estado a Estado. Ter boas relações não é uma escolha, e sim uma imposição da geografia“. A fala faz referência ao resultado da reeleição de Nicolás Maduro, que não foi reconhecida pelo Brasil.

Convocado a falar na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Amorim ressaltou ainda que a posição do governo brasileiro é contrária a qualquer interferência em assuntos internos da Venezuela.

“Até durante o período de governo militar, o Brasil agiu sempre sem nunca aceitar a ideia da intervenção externa e nos preocupa a presença de barcos de guerra muito próximos da costa da Venezuela e o risco sobretudo com as declarações de que ele pode ser a força total dentro dessa digamos misturas da questão do combate ao crime organizado que deve ser combatido, mas com a cooperação dos países e não com intervenções unilaterais”, concluiu.

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