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Governo Trump avaliará opiniões ‘antiamericanas’ de solicitantes de residência nos EUA

A gestão do magnata já tomou medidas duras para negar vistos a pessoas que considera contrárias aos interesses da política externa americana

Governo Trump avaliará opiniões ‘antiamericanas’ de solicitantes de residência nos EUA
Governo Trump avaliará opiniões ‘antiamericanas’ de solicitantes de residência nos EUA
O presidente Donald Trump ao lado do secretário de Estado Marco Rubio. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS /AFP
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O governo do presidente Donald Trump anunciou, nesta terça-feira 19, que buscará opiniões “antiamericanas”, inclusive nas redes sociais, ao decidir sobre o direito de uma pessoa a residir nos Estados Unidos.

O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), encarregado das solicitações de residência e cidadania, anunciou que ampliará a verificação do que os solicitantes publicam nas redes sociais.

“Os benefícios dos Estados Unidos não devem ser concedidos àqueles que desprezam o país e promovem ideologias antiamericanas”, disse o porta-voz do USCIS, Matthew Tragesser, por meio de nota. “Os benefícios migratórios, como os de residir e trabalhar nos Estados Unidos, seguem sendo um privilégio, não um direito.”

A Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos, que data de 1952, não define explicitamente o sentimento antiamericano, que na época se centrava mais que tudo no comunismo.

No entanto, o governo Trump já tomou medidas duras para negar ou rescindir vistos de curto prazo a pessoas que considera contrárias aos interesses da política externa americana, especialmente em relação a Israel.

As diretrizes mais recentes sobre decisões migratórias indicam que as autoridades também analisarão se os solicitantes “promovem ideologias antissemitas”.

O governo Trump acusou estudantes e universidades de praticarem antissemitismo devido aos protestos contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

O Departamento de Estado anunciou, na segunda-feira, ter revogado 6 mil vistos de estudantes desde que o secretário de Estado, Marco Rubio, assumiu o cargo, em janeiro.

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