Dino determina que sanções como a Lei Magnitsky não valem automaticamente no Brasil

Leis e ordens judiciais estrangeiras precisam de ‘validação expressa’ do STF para terem validade no País, define ministro

Em meio às sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino decidiu que leis e determinações administrativas ou judiciais de outros países não produzem efeitos no Brasil de forma automática. Para vigorarem em território brasileiro, seria necessária uma “validação expressa” da Corte, conforme despacho assinado nesta segunda-feira 18.

Na decisão, o ministro Dino mandou comunicar o Banco Central e a Febraban sobre o entendimento — ou seja, alertando instituições financeiras brasileiras sobre a proibição de cumprirem sanções estrangeiras sem a determinação do Supremo.

Saiba mais sobre o caso na análise do jurista Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.