Política

Quem é a vice que assume a prefeitura de São Bernardo do Campo após operação da PF

A policial militar Jéssica Cormick começou a carreira política em 2024 e assumirá o cargo ocupado por Marcelo Lima, afastado por suspeitas de corrupção

Quem é a vice que assume a prefeitura de São Bernardo do Campo após operação da PF
Quem é a vice que assume a prefeitura de São Bernardo do Campo após operação da PF
Jéssica Cormick ao lado de Marcelo Lima, em agenda da prefeitura antes do afastamento do titular – Foto: Reprodução/redes sociais
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Com o afastamento do prefeito Marcelo Lima (Podemos) em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção, a principal cadeira do município da Grande São Paulo passa a ser ocupada pela vice, Jessica Cormick (Avante). Novata na política, ela é policial militar reformada.

A página da própria prefeitura destaca os quase 20 anos de atuação de Cormick na corporação, desde 2005. Foi soldado, cabo e sargento, e especializou-se em polícia ostensiva. A descrição também menciona a participação da agente em cursos nas áreas de gestão pública e direitos humanos.

Casada com outro policial, que conheceu no batalhão onde trabalhava, a agora prefeita interina disse que não tinha ambições políticas até receber um convite de Lima para compor a chapa que concorreria em 2024.

“A decisão [de aceitar] veio movida pelo desejo de contribuir para a cidade e pelo entendimento de que sua experiência como policial, mulher, mãe e esposa era essencial para o momento”, descreveu.

Na urna, ela concorreu como “Sgt. Jéssica Cormick”. A dupla com Lima foi eleita em segundo turno, com 55,7% dos votos, em disputa com Alex Manente (Cidadania).

Apesar de ter abandonado a farda, participa ativamente de cerimônias e eventos ligados à Polícia Militar, como formaturas de novos praças.

Afastamento de Marcelo Lima

Lima foi afastado do cargo na manhã desta quinta-feira por determinação judicial. Ele foi um dos alvos da Operação Estafeta, deflagrada após a apreensão de 14 milhões de reais com um servidor da prefeitura.

A PF menciona suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na gestão de Lima no comando da cidade.

O afastamento determinado é válido por um ano. Nesse período o político não poderá entrar na prefeitura e será monitorado por tornozeleira eletrônica. A prisão chegou a ser solicitada, mas foi negada pela Justiça.

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