Sociedade
Prefeitura de São Paulo quer colocar policiais em ônibus em meio à onda de ataques
Desde junho, são mais de 800 ataques na Região Metropolitana
Diante da crescente onda de ataques a ônibus em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que pretende reforçar a segurança com a presença de policiais militares dentro dos coletivos. A proposta foi discutida na última quarta-feira 23 e deve começar a ser colocada em prática nos próximos dias, segundo a gestão municipal.
A proposta do Executivo é incluir cerca de 200 PMs na chamada Operação Delegada, com a presença dos agentes desde a saída das garagens até o fim do percurso das linhas mais visadas pelos criminosos. A coordenação da ação está a cargo do vice-prefeito, coronel Mello Araújo (PL).
“O vice-prefeito Coronel Araújo está tratando disso com a SPTrans para que, nos próximos dias, isso seja iniciado”, afirmou Nunes. “Nas linhas que têm maior número de ataques, a gente terá também os policiais militares da operação”, explicou Nunes
De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) e a empresa municipal SPTrans, que gerencia o transporte público, desde 12 de junho, pelo menos 530 veículos municipais foram danificados.
A situação se estende à Região Metropolitana: a Artesp, responsável pelos ônibus intermunicipais, contabilizou 291 ocorrências de vandalismo entre 1º de junho e 21 de julho. Somadas, as ações criminosas ultrapassam 800 casos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ao menos 16 pessoas já foram presas por envolvimento direto nos ataques. Somente na última segunda-feira 21, três homens foram detidos em flagrante durante ações de vandalismo nas zonas norte, sul e central da capital.
“Em torno de 200 policiais militares vão ficar, desde a saída da garagem, dentro dos ônibus, acompanhando o percurso para dar garantia de segurança aos passageiros”, disse Nunes, que esteve em um evento de entrega de ônibus elétricos à frota da cidade.
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