Política
Vereador de Curitiba propõe o uso da Bíblia em escolas públicas e privadas
Zezinho Sabará (PSD) se baseia em uma lei semelhante aprovada pela Câmara de Belo Horizonte (MG)
A Câmara Municipal de Curitiba (PR) discute um projeto de lei que autoriza o uso da Bíblia como material paradidático complementar em escolas públicas e privadas da rede municipal.
Segundo o texto do vereador Zezinho Sabará (PSD), a utilização seria facultativa. Ele se baseia em uma lei semelhante aprovada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG).
“A utilização da Bíblia como instrumento paradidático visa enriquecer o processo de ensino-aprendizagem nas áreas de História, Literatura, Filosofia, Artes e Ensino Religioso, sendo plenamente compatível com os princípios do Estado laico”, sustenta o pessedista.
O PL já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e aguarda votação na Comissão de Educação, Turismo, Cultura, Esporte e Lazer.
Em BH, a proposta partiu da vereadora Flávia Borja (DC), para quem o PL permite aos professores ensinar histórias de civilizações antigas que não estariam em outras fontes, além de trabalhar com diferentes gêneros literários, como crônica, poesia e parábola.
Vereadores progressistas da capital mineira, por outro lado, questionaram a constitucionalidade da matéria. Para Juhlia Santos (PSOL), ela fere o princípio de laicidade do Estado. “Aprovar esse PL seria rasgar as leis e permitir que alianças entre o poder público e a religião sejam mantidas”, criticou. “Estou me sentido no século XVIII, em que o Estado não era separado da religião”, endossou Pedro Patrus (PT).
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