Justiça americana não é o ‘juiz universal’
‘Justiça norte-americana se julga o ‘juiz universal’ do mundo’, afirma o jurista Pedro Serrano
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de mais uma intimação na justiça dos EUA. Moraes é processado pela Trump Media & Technology Group — empresa controlada pelo atual presidente norte-americano — e pela plataforma de vídeos Rumble. Ambas sustentam que o magistrado praticou censura ao determinar bloqueios de perfis nas redes sociais, violando a legislação dos Estados Unidos.
A intimação foi publicada na segunda-feira 7, mesmo dia em que Donald Trump saiu em defesa de Jair Bolsonaro nas redes sociais. Em postagem, Trump disse que o Brasil está fazendo “uma coisa terrível” com o ex-capitão, acusado de participação na trama golpista após as eleições de 2022.
Para o jurista Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional, os dois casos exemplificam a visão “imperialista e arrogante” dos Estados Unidos. “A Justiça norte-americana se julga o ‘juiz universal’ do mundo”, afirma.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



