Política
PSOL vai à PGR pela prisão de Eduardo Bolsonaro
O pedido ocorre um dia depois de Donald Trump anunciar uma taxa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros
O PSOL acionou a Procuradoria-Geral da República, nesta quinta-feira 10, em defesa da prisão preventiva do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), alvo de investgação no Supremo Tribunal Federal por tramar nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
Um eventual pedido de prisão apresentado pela PGR teria de receber o aval do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito.
Segundo o PSOL, o filho de Jair Bolsonaro (PL) atenta contra a soberania nacional e age para sabotar as instituições brasileiras. O pedido chega à PGR um dia depois de o presidente Donald Trump anunciar uma taxa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros.
“É inaceitável que um parlamentar fuja do Brasil para conspirar contra o próprio país e articule medidas que prejudicam a economia nacional”, argumenta a presidenta da legenda, Paula Coradi. “Ao menos a hipocrisia dos autointitulados patriotas que batem continência para a bandeira dos EUA ficou escancarada.”
Na última terça-feira 8, Moraes prorrogou por 60 dias o prazo para a Polícia Federal concluir o inquérito contra Eduardo.
O parlamentar, que continua nos Estados Unidos, se licenciou do mandato em março e passou a buscar punições a pessoas que, em sua avaliação, “violam os direitos humanos no Brasil”. Seu alvo número um é Moraes.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou a possível prática de três crimes ao pedir a abertura do inquérito ao STF: coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Gonet avalia que as ações de Eduardo se intensificam à medida que avança o processo contra o pai por liderar a tentativa de golpe de Estado em 2022.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
A cronologia dos laços entre o trumpismo e o bolsonarismo
Por Deutsche Welle
Deputado pede a Moraes a prisão de Bolsonaro após intromissão de Trump
Por CartaCapital
Bolsonaro sentou-se na boca do canhão que apontava para Lula
Por João Paulo Charleaux



