Política
Bolsonarismo não desiste do voto impresso no novo Código Eleitoral
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou mais uma vez a votação do texto
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou mais uma vez, nesta quarta-feira 9, a votação do novo Código Eleitoral. Enquanto isso, bolsonaristas insistem na retomada do voto impresso no País, uma obsessão da extrema-direita.
No fim de junho, o senador Esperidião Amin (PP-SC) apresentou uma emenda em prol da impressão do voto. Em discurso nesta quarta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a medida.
“O problema não é a urna, é o homem. E essa teimosia, essa resistência surreal de fazer algo que pela tecnologia é muito simples só aumenta a desconfiança”, alegou o filho de Jair Bolsonaro (PL). “Por que continuar alimentando essa desconfiança?”
Há outros pontos de divergência, o que levou o relator Marcelo Castro (MDB-PI) a postergar novamente a votação do texto. Trata-se de uma matéria extensa, com quase 900 artigos a abarcarem sete leis eleitorais e partidárias.
Até a tarde desta quarta, havia 373 emendas (propostas de modificação do texto) protocoladas no sistema do Senado.
Segundo a proposta de Amin, após o voto na urna haverá a impressão do registro, a ser depositado em um local previamente lacrado. O processo de votação só terminaria após o eleitor confirmar a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna.
Em agosto de 2021, a Câmara dos Deputados enterrou a PEC do Voto Impresso — a matéria precisava de 308 votos favoráveis, mas recebeu 229.
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