Mundo
Médicos e organizações sociais se unem a aposentados contra ajustes de Milei
Segundo a Presidência argentina, a greve é promovida por ‘alguns poucos sindicalistas privilegiados’
Organizações sociais e profissionais de saúde se uniram nesta quarta-feira, em Buenos Aires, à marcha semanal de aposentados argentinos pelo aumento no valor das pensões, no contexto de uma greve de 24 horas dos funcionários do principal centro pediátrico público do país.
Os protestos ocorrem em um clima de tensão social, com reivindicações salariais de diferentes setores frente à política econômica do presidente Javier Milei, que defende seu corte de gastos e superávit fiscal.
Profissionais de saúde do hospital Garrahan, de Buenos Aires, concentraram-se hoje em frente ao estabelecimento, reivindicando aumentos salariais. Liderados pelos médicos residentes, eles se manifestam há meses, e hoje todos os cerca de 4 mil funcionários do hospital participaram do protesto.
Segundo a Presidência argentina, a greve é promovida por “alguns poucos sindicalistas privilegiados”.
Milei conseguiu reduzir a inflação de 211% em 2023 para 118% em 2024, e um aumento do PIB de 5,8% em 12 meses no primeiro trimestre de 2025. Já o desemprego subiu para 7,9% no primeiro trimestre do ano, 1,5 ponto percentual a mais do que no trimestre anterior, e parte da população viu seu poder de compra ser reduzido, principalmente funcionários públicos e aposentados.
Sindicatos também organizaram passeatas hoje no centro de Buenos Aires. No caso dos residentes do Garrahan, os salários são de cerca de 600 dólares (3.325 reais) mensais, enquanto uma família precisa de pelo menos 1.000 dólares (5.542 reais) por mês para não ser considerada pobre.
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