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Brics condena ataques ao Irã e defende zona livre de armas nucleares no Oriente Médio
A declaração é divulgada em meio a um frágil cessar-fogo entre Irã e Israel
Em uma declaração conjunta divulgada nesta terça-feira 24, os países do Brics pediram com urgência para se “romper o ciclo de violência” no Oriente Médio, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. A nota propõe ainda a criação de uma zona livre de armas nucleares e outras armas de destruição em massa no Oriente Médio.
“Conclamamos todas as partes envolvidas a engajarem-se, por meio dos canais de diálogo e diplomáticos existentes, com vistas a desescalar a situação e resolver suas divergências por meios pacíficos”, diz o texto do bloco – atualmente presidido pelo Brasil – que inclui o Irã.
Atualmente o bloco de países emergentes é composto por 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia.
Ainda segundo o comunicado, o Brics “permanece comprometido com a promoção da paz e da segurança internacionais e com o fomento da diplomacia e do diálogo pacífico como único caminho sustentável para a estabilidade duradoura na região”.
A declaração é divulgada em meio a um frágil cessar-fogo entre Irã e Israel, após 12 dias de uma guerra desencadeada pelo Exército israelense sob a justificativa de evitar que Teerã desenvolvesse armas nucleares.
Israel aceitou a trégua proposta pelos Estados Unidos, mas advertiu que a campanha contra o Irã “não terminou”. Quanto ao Irã, seu governo proclamou “o fim da guerra de 12 dias imposta” por Israel.
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