Política
A resposta de Lula sobre candidatura de Haddad em 2026
O presidente analisou em Paris a obsessão da extrema-direita brasileira de ter maioria no Senado no ano que vem
O presidente Lula (PT) desconversou neste sábado 7 sobre a possibilidade de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), se lançar candidato ao governo de São Paulo ou ao Senado em 2026.
“Você acha que eu seria louco de responder a isso agora?”, disse o presidente a jornalistas em Paris, na França. “Quando chegar o ano que vem, vou começar a discutir candidaturas. Eu não sei quem é melhor em que lugar. Nós temos que fazer o mapeamento do Brasil, ver a realidade.”
Na sexta-feira 6, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indicou que a extrema-direita pode “mandar mais que o presidente da República” se conquistar a maioria do Senado no ano que vem.
Ser majoritária na Casa Alta é uma obsessão do bolsonarismo. Seria uma forma, por exemplo, de fustigar ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive com a ameaça ou a abertura de processo de impeachment.
“Eles querem eleger senadores, governadores, deputados federais, eu também quero”, devolveu Lula neste sábado. “É um direito que todos queiram eleger. Quando chegar o momento exato, a gente vai escolher as opções.”
Lula voltou a afirmar também que a extrema-direita não vencerá o pleito de 2026. “Não serão a inteligência artificial ou as fake news que farão alguém ganhar a eleição. ”
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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