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Como sair do vermelho: 5 caminhos para empresas superarem dívidas com inteligência financeira

Com 7,2 milhões de negócios inadimplentes no país, especialista aponta soluções para reorganizar contas e evitar o colapso

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O número de empresas inadimplentes no Brasil chegou a 7,2 milhões, o equivalente a 31% dos negócios ativos, segundo levantamento da FecomercioSP. Esse cenário revela a urgência de rever estratégias financeiras e adotar medidas práticas para evitar que as dívidas se tornem insustentáveis.

A inflação acima da meta e os juros em alta ampliam o desafio. Para Daniel Gava, fundador e CEO da Rooftop, startup que atua com soluções imobiliárias para liquidez de capital, o problema não é apenas matemático. “A crise de endividamento também é social, emocional e estrutural”, avalia o executivo.

Segundo ele, a combinação entre acesso fácil ao crédito e falta de educação financeira leva ao descontrole. O impacto atinge o consumo, a estabilidade dos negócios e a vida das famílias. Por isso, Gava defende soluções que combinem inovação com consciência e planejamento.

A seguir, ele lista cinco recomendações para empresas que buscam sair do vermelho com mais segurança e autonomia.

1. Faça um diagnóstico completo

O primeiro passo é mapear todas as contas da empresa, sejam fixas ou variáveis, incluindo prazos e valores pendentes. Esse mapeamento evita surpresas e dá clareza sobre a real situação financeira. “Você não consegue consertar o que não consegue ver. Liste tudo, sem exceção, para começar a agir”, orienta Gava.

2. Evite crédito rotativo e cheque especial

Embora pareçam soluções rápidas, essas modalidades têm os juros mais altos do mercado. Para o especialista, é importante repensar o uso do cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais. “É preciso buscar alternativas com taxas mais baixas, como renegociações bem estruturadas ou produtos financeiros com melhores condições”, recomenda.

3. Use o patrimônio como alternativa de liquidez

Empresas que possuem imóveis próprios podem recorrer ao valor desses ativos como forma de acessar recursos. Hoje, há soluções que permitem transformar parte do patrimônio em capital de giro, sem precisar vender o bem. Um exemplo citado por Gava é o HomeCash, modelo que antecipa até 60% do valor do imóvel com custo reduzido, mantendo o proprietário no local mediante aluguel. A recompra pode ser feita em até 18 meses com financiamento bancário.

4. Busque ajuda especializada

Muitas empresas tentam renegociar diretamente com credores, mas isso pode gerar acordos desfavoráveis. A recomendação é contar com assessoria técnica, que conheça as práticas do mercado e possa negociar em melhores condições. “Renegociar sem conhecimento técnico é como assinar um contrato no escuro. Você pode agravar a situação sem perceber”, alerta Gava.

5. Reavalie hábitos

Por fim, é preciso aprender com o passado e evitar repetir os mesmos comportamentos. Avaliar gastos desnecessários e rever prioridades é parte do processo de reorganização financeira. “Não basta quitar dívidas. É necessário criar uma nova cultura de gestão para evitar que elas voltem a acontecer”, afirma o CEO da Rooftop.

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