Economia

Hugo Motta cria comissão para discutir a regulamentação do trabalho em aplicativos

O deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) será o presidente do colegiado

Hugo Motta cria comissão para discutir a regulamentação do trabalho em aplicativos
Hugo Motta cria comissão para discutir a regulamentação do trabalho em aplicativos
Foto: Uber/Divulgação
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou uma comissão especial para analisar a regulamentação do trabalho em aplicativos.  Segundo ele, o objetivo é estabelecer um arcabouço legal que contemple a realidade de motoristas e entregadores.

Motta anunciou Joaquim Passarinho (PL-PA) como presidente do colegiado e Augusto Coutinho (Republicanos-PE) como relator.

Algumas propostas sobre o tema já tramitam na Casa. Uma delas é o projeto de lei complementar do governo Lula (PT) com foco apenas nos motoristas de aplicativo. O texto é alvo de críticas por parte dos trabalhadores — um dos pontos que não atenderam às expectativas é a forma de remuneração.

Segundo o governo, a ideia é assegurar direitos trabalhistas e previdenciários – como remuneração mínima e direito à aposentadoria – sem interferências na autonomia dos motoristas na escolha dos horários e das jornadas de trabalho.

Outros dois projetos tratam da regulamentação dos entregadores (PL 3598/24 e PL 3683/24).

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, identificou 1,5 milhão de pessoas trabalhando em 2022 por meio de aplicativos e plataformas digitais.

Esse contingente correspondia naquele ano a 1,7% da população ocupada no setor privado no Brasil (87,2 milhões). A maioria era do sexo masculino (81,3%), com escolaridade em nível médio completo ou superior incompleto (61,3%). Do total de trabalhadores por aplicativos ou plataformas digitais (excluídos os de táxi), 47,2% (ou 704 mil) exerciam a atividade no transporte de passageiros. Já 39,5% (ou 589 mil) estavam na entrega de comida e de outras mercadorias.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias)

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