Esporte
Chegada de Xaud ao comando da CBF encerra rumores sobre camisa vermelha da Seleção
O novo presidente sinalizou que pretende manter as cores tradicionais nos uniformes do Brasil
A eleição de Samir Xaud como presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encerra os rumores sobre uma suposta camisa vermelha da Seleção.
O novo presidente afirmou, logo na primeira entrevista após ser confirmado no cargo neste domingo 25, que as cores amarelo e verde serão mantidas como principais no uniforme do Brasil. A sinalização é de que o azul também será mantido como alternativa.
“Camisa brasileira é verde e amarela”, disse Xaud ao ser questionado sobre a possibilidade de se ter um uniforme alternativo. A curta frase foi dita com enfase pelo cartola no encerramento da sua primeira coletiva.
A suposta camisa vermelha da Seleção, convém registrar, nunca chegou a ser oficializada, mas pautou o debate na crônica esportiva na última semana de abril. Naquela ocasião, o site especializado em camisas de futebol Footy Headlines noticiou que o Brasil teria um uniforme vermelho para jogar a Copa em 2026. A edição especial seria produzida pela Jordan, uma espécie de braço de luxo da Nike.
A CBF, comandada na ocasião por Ednaldo Rodrigues, não confirmou, mas evitou negar a informação. Disse apenas que nenhum martelo havia sido batido e que todos os uniformes seriam definidos em conjunto com a fornecedora do material esportivo. A camisa amarela da Seleção, há anos, é usada como símbolo das manifestações da direita no Brasil.
Neste cenário, a resposta evasiva da entidade alimentou a ira bolsonarista, que acusou Rodrigues de estar contribuindo politicamente com o PT e com o governo Lula. A turma da extrema-direita chegou a articular projetos de leis para proibir a troca da cor do uniforme e um convite ao então presidente da CBF para explicar a iniciativa no Congresso. As ações, vale registrar, não avançaram em Brasília.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Bolsonaristas articulam depoimento de Ednaldo ao Senado sobre possível camisa vermelha da seleção
Por CartaCapital
A revolta do bolsonarismo com a possível camisa vermelha da Seleção
Por CartaCapital
Quem é Samir Xaud, o novo presidente da CBF
Por CartaCapital
Samir Xaud é eleito o novo presidente da CBF
Por CartaCapital
Real Madrid anuncia a saída de Ancelotti, a caminho da Seleção Brasileira
Por AFP



