Mundo
Polícia indicia por terrorismo rapper que exibiu bandeira do Hezbollah em show em Londres
Liam O’Hanna, do Kneecap, deverá comparecer em 18 de junho a um tribunal londrino
Liam O’Hanna, integrante do grupo de rap norte-irlandês Kneecap, foi indiciado por terrorismo, por ter exibido uma bandeira do Hezbollah durante um show em Londres, em novembro, anunciou nesta quarta-feira 21 a polícia da cidade.
“O cantor agitou uma bandeira de uma forma ou em circunstâncias que levantaram uma suspeita razoável de que ele seja simpatizante de uma organização proibida, mais precisamente o Hezbollah”, um crime previsto na lei sobre terrorismo do ano 2000, informou a polícia.
O movimento libanês pró-Irã é considerado um grupo terrorista no Reino Unido. O’Hanna deverá comparecer em 18 de junho a um tribunal de Londres.
Originário de Belfast, o trio é conhecido por sua postura pró-Palestina e tem sido criticado desde que acusou Israel de “genocídio contra o povo palestino”, no palco do festival Coachella. Desde então, vídeos de seus shows pipocaram nas redes sociais.
A polícia antiterrorismo anunciou no começo do mês que investiga várias filmagens. Já os rappers afirmaram que nunca apoiaram o Hamas nem o Hezbollah. “Condenamos todos os ataques contra civis”, publicaram em redes sociais.
Nas últimas semanas, o grupo foi excluído de um festival na Inglaterra e teve vários shows cancelados na Alemanha.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Governo brasileiro repudia ataque israelense durante visita de diplomatas à Cisjordânia
Por CartaCapital
Brasil vai presidir grupo de trabalho em discussão da ONU sobre a solução de dois Estados para Palestina e Israel
Por CartaCapital
Está na hora de dizermos a Israel: basta!
Por Milton Rondó



