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Julgamento da morte de Maradona é suspenso após questionamentos a juíza
A interrupção, que pode derivar inclusive na anulação do julgamento, tem a ver com a suposta entrada de câmeras nas audiências
O julgamento sobre a morte do craque Diego Armando Maradona na Argentina foi suspenso nesta terça-feira 20 por uma semana, depois de as partes questionarem uma das juízas por supostamente ter participado de um documentário acerca do caso.
A suspensão do julgamento, que começou em março em San Isidro (norte de Buenos Aires), foi solicitada pelo promotor Patricio Ferrari “para resolver uma questão que aparece trazendo gravidade institucional”.
O pedido de interrupção, que pode derivar inclusive na anulação do julgamento atual, tem a ver com a suposta entrada de câmeras nas audiências.
Desde a segunda audiência está proibido filmar, por isso o a Promotoria deve agora investigar se essa regra foi violada e se a juíza Julieta Makintach tem alguma conexão com a suposta violação.
Na audiência desta terça também foram apresentados dois pedidos de impedimento contra Makintach: um por suposta conivência com os documentaristas e outro por parcialidade.
Ambos os recursos serão respondidos pelo tribunal dentro de uma semana.
“Tenho certeza da minha imparcialidade, darei as explicações sobre o caso”, afirmou Makintach ao final da sessão.
Os recursos foram apresentados pelas defesas de dois dos sete profissionais de saúde que estão sendo julgados por homicídio com dolo eventual, acusação que implica que tinham consciência de que suas ações poderiam causar a morte do paciente.
Se forem considerados culpados, os réus poderão ser condenados a penas de oito a 25 anos de prisão. Uma oitava enfermeira será processada em um julgamento separado. Todos alegam inocência.
Considerado um dos maiores jogadores da história, Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, devido a um edema pulmonar enquanto recebia atendimento médico em casa após uma cirurgia neurológica pela qual havia passado duas semanas antes.
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