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Dino manda governo explicar demora em regulamentar indenização para vítimas do Zika

O texto editado pelo presidente Lula (PT) precisa ser votado até junho pelo Congresso para continuar com validade

Dino manda governo explicar demora em regulamentar indenização para vítimas do Zika
Dino manda governo explicar demora em regulamentar indenização para vítimas do Zika
O ministro do STF Flávio Dino. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deu 10 dias para que o governo federal e o Instituto Nacional de Seguridade Social expliquem a demora em regulamentar indenizações para famílias de crianças com deficiência causada pela infecção da mãe por Zika vírus. A decisão foi assinada nesta sexta-feira 16.

Em janeiro, o presidente Lula (PT) editou uma medida provisória que determinava o pagamento de 60 mil reais para pessoas nascidas entre janeiro de 2015 e dezembro de 2024 com deficiência decorrente da infecção. Era uma alternativa a uma proposta de indenização e pensão aprovada pelo Congresso no ano passado, mas vetada pelo petista.

As MPs têm validade imediata, mas para virar lei precisa ser confirmada pelos deputados e senadores em até 120 dias. O texto editado por Lula, portanto, precisa ser votado até junho pelo Congresso para continuar com validade.

A mãe de uma dessas crianças apresentou um mandado de segurança no STF alegando que o governo federal não disponibilizou um canal para a solicitação do benefício e Dino, que é o relator do pedido, mandou notificar a Presidência e o INSS para que apresentem “as informações que entenderem pertinentes”. Depois disso, analisará o pedido.

Mais tarde, em outra decisão, o magistrado ressaltou que o direito à indenização deve continuar valendo mesmo se a medida provisória não for aprovada pelo Congresso ou caducar. “Em nome da Segurança Jurídica das famílias beneficiárias, decido – em caráter cautelar – que o direito ao benefício criado pela Medida Provisória terá que ser atendido mesmo na eventualidade de perda de vigência do citado ato normativo”, escreveu.

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