CartaExpressa
Funcionários da Petrobras anunciam nova paralisação nos dias 29 e 30 de maio
A categoria, que cobra melhores condições de trabalho, afirma não ter obtido avanços nas negociações com a empresa
A Federação Única dos Petroleiros e a Federação Nacional dos Petroleiros decidiram realizar uma nova paralisação nos dias 29 e 30 de maio depois de não obter avanços nas negociações com a Petrobras. As entidades questionam o plano de redução de remuneração aos trabalhadores, mesmo diante de lucros recordes.
A decisão foi tomada em reunião realizada na quarta-feira 14. O ato deve ser iniciado às 7h do dia 29 de maio e se encerrar às 19h do dia 30.
“Não é possível admitir que a Petrobras siga priorizando a farta distribuição de dividendos para os seus acionistas, enquanto apresenta um plano de redução de custos e a diminuição da remuneração variável dos seus trabalhadores”, diz o trecho de um comunicado divulgado pelas entidades.
Segundo as entidades representantes dos petroleiros, a indignação da categoria aumentou após a fala da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que, um dia após anunciar lucro líquido de 35,2 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2025 e a distribuição de 11,72 bilhões de reais em dividendos, declarou que a empresa atravessa uma fase de cortes e austeridade.
“É inaceitável que, diante de lucros recordes, os trabalhadores sigam sendo penalizados”, questionam as federações. Os trabalhadores também reivindicam melhorias nas condições de segurança no Sistema Petrobras e acusam a empresa de subnotificar os acidentes ocorridos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Governo cogita embarcar na CPI do INSS, mas pressiona por comando ou relatoria
Por Vinícius Nunes
A solução do governo Lula para encerrar conflitos na desocupação da Favela do Moinho
Por Caio César e Ana Luiza Basilio


