Esporte
Apostas: STJD abre investigação contra Bruno Henrique, do Flamengo
A PF indiciou o jogador em abril, diante de suspeitas de que ele forçou um cartão amarelo para beneficiar apostadores
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva anunciou, nesta quarta-feira 7, a abertura de um inquérito contra Bruno Henrique, atacante do Flamengo. A Polícia Federal indiciou o jogador em abril, diante de suspeitas de que ele forçou um cartão amarelo em 2023 para beneficiar apostadores.
O presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo Teixeira, designou o vice-presidente Maxwell Borges de Moura Vieira como auditor. Ele terá quinze dias — prorrogáveis pelo mesmo período — para conduzir a apuração e apresentar um relatório conclusivo.
Na semana passada, o juiz do Distrito Federal Fernando Brandini Barbagalo rejeitou um pedido de familiares de Bruno Henrique para decretar sigilo na investigação. Ele também autorizou a PF a compartilhar com o STJD as provas obtidas.
Apesar do indiciamento, o Flamengo optou por não afastar o jogador, que segue à disposição do técnico Filipe Luís.
Bruno Henrique é suspeito de ter forçado um cartão amarelo em uma partida contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro de 2023, uma ação que teria sido previamente coordenada com familiares que realizaram apostas online.
Em 1º de novembro de 2023, o atacante foi advertido com um amarelo aos 50 minutos do segundo tempo e, logo na sequência, recebeu o vermelho por reclamação.
A PF encontrou diversas mensagens no celular do irmão de Bruno Henrique que implicavam diretamente o atleta. “Quando pessoal mandar tomar o 3 [terceiro cartão] liga nós hein kkkk”, pediu seu irmão, segundo capturas de tela obtidas pela imprensa. “Contra o Santos”, respondeu o atacante.
Em novembro de 2024, a Polícia Federal já havia deflagrado uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão, inclusive na casa de Bruno Henrique e no quarto dele no centro de treinamento do Flamengo.
O indiciamento de BH e de seu irmão se baseia no artigo 200 da Lei Geral do Esporte: fraudar ou contribuir para que se fraude o resultado de uma competição esportiva. A pena prevista é de reclusão de dois a seis anos, mais uma multa. Os demais foram indiciados por estelionato.
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