Do Micro Ao Macro
Maternidade e liderança: CFO concilia rotina de mãe com finanças de empresa em expansão
Fisioterapeuta de formação, Maria Eduarda Guerra migrou para o setor financeiro
Conciliar a maternidade com um cargo de liderança é o desafio vivido por muitas mulheres brasileiras.
No caso de Maria Eduarda Guerra, o desafio veio acompanhado de uma mudança completa de carreira.
Formada em Fisioterapia e atuante na linha de frente contra a COVID-19, ela decidiu migrar para o setor financeiro.
Hoje, lidera as finanças de uma empresa que prevê fechar 2025 com R$ 40 milhões em faturamento.
A transição exigiu adaptação.
Maria Eduarda deixou o ambiente hospitalar, técnico e exigente, para lidar com o ritmo dinâmico do empreendedorismo e da tecnologia.
“Ele viu um potencial em mim que, na época, eu não enxergava”, relembra, sobre o incentivo recebido.
Com bagagem em pesquisa e análise de dados, ela encontrou no setor financeiro um novo campo para aplicar suas competências.
E o resultado mostrou que a aposta deu certo.
A maternidade como escola de resiliência e decisão
Ao mesmo tempo em que assumiu a liderança financeira, Maria Eduarda passou a viver a experiência da maternidade.
Segundo ela, os dois papéis se cruzam diariamente.
“Aprendemos a otimizar o tempo, a ser mais resilientes e a tomar decisões com ainda mais responsabilidade”, afirma.
Ela acredita que a maternidade não limita a carreira.
Ao contrário, pode ser um fator de fortalecimento pessoal e profissional.
“Muitas mulheres são subestimadas após se tornarem mães, mas nos tornamos ainda mais comprometidas e eficientes”, observa.
Ser mãe e manter sonhos vivos: um equilíbrio possível
Para Maria Eduarda, é preciso romper com a ideia de que a maternidade exige renúncia total dos próprios projetos.
“Vejo que esperam que a mulher, ao virar mãe, se torne mais tranquila e abra mão de suas ambições. Mas o empoderamento vem da coragem de se arriscar”, defende.
Ela reforça que manter sonhos e buscar crescimento faz parte da construção de uma maternidade saudável.
“Ser mãe não significa apagar a individualidade”, afirma.
Liderança exige confiança, preparo e disposição para mudar
Com uma trajetória que uniu diferentes setores — da saúde à tecnologia —, Maria Eduarda destaca que a formação inicial não deve ser barreira.
“Não subestime sua capacidade de aprender e se adaptar. Liderança exige disposição para enfrentar o novo”, afirma.
Ela também ressalta que buscar conhecimento é parte central da jornada.
“O que define seu espaço é sua atitude diante dos desafios. E isso vale para qualquer área”, conclui.
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