Política

Aceno à oposição e números expressivos: como nasce a superfederação União Progressista

O grupo terá a maior bancada do Congresso Nacional e focará na eleição de 2026

Aceno à oposição e números expressivos: como nasce a superfederação União Progressista
Aceno à oposição e números expressivos: como nasce a superfederação União Progressista
Superfederação será a maior bancada da Câmara e a segunda maior do Senado. Foto: Divulgação PP
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O Salão Negro do Congresso Nacional foi palco, nesta terça-feira 29, do lançamento oficial da União Progressista, a superfederação formada por PP e União Brasil. Com 109 deputados e 13 senadores, a nova aliança será a maior bancada da Câmara e a segunda maior do Senado.

O evento contou com a presença dos presidentes das duas siglas, Antônio Rueda (União) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de diversas lideranças políticas.  

Apesar de contar com quatro ministros no governo Lula (PT), a União Progressista adotou um discurso de independência em relação ao Palácio do Planalto, com críticas veladas e acenos à oposição. “Para derrotar a esquerda em 2026, precisamos unir forças”, declarou o deputado federal Mauricio Neves, presidente estadual do PP em São Paulo.

Já o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (União), foi mais direto. Afirmou que, no ano que vem, a federação “vai subir a rampa do Palácio do Planalto”.

Além de sua expressiva representação no Congresso, a União Progressista se destaca no cenário municipal, com 1.343 prefeitos e 12.443 vereadores, tornando-se a maior força partidária nesse nível.

Manifesto 

Em manifesto divulgado nesta terça, a União Progressista não afirma explicitamente que será oposição ao governo. No entanto, também não declara apoio a Lula. Em vez disso, adota um tom de “autonomia, protagonismo e cobrança”, propondo-se como uma “bússola de equilíbrio e racionalidade” no cenário político.

A federação se apresenta como força de centro, com forte presença no Congresso e nos estados, e propõe conduzir o País por um “rumo certo”. Defende responsabilidade fiscal, reformas estruturais e um “choque de prosperidade”, o que pode contrastar com políticas mais intervencionistas do atual governo.

Há críticas veladas à gestão Lula, que seria “um obstáculo à prosperidade”, e uma menção à “previsibilidade institucional e fiscal” como atrativo ao mercado financeiro.

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