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Integrante de grupo de buscas por desaparecidos é assassinada no México

Jalisco é o estado mexicano com o maior número de pessoas desaparecidas, com 15.170 casos

Integrante de grupo de buscas por desaparecidos é assassinada no México
Integrante de grupo de buscas por desaparecidos é assassinada no México
Uma área de valas comuns no cemitério municipal de San Rafael, com peritos forenses de Chihuahua trabalhando no sepultamento de 56 familiares não identificados ou não reclamados em Ciudad Juarez, em 21 de março de 2025. Foto: Herika Martinez/AFP
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Uma mulher que fazia parte de um grupo de busca de pessoas desaparecidas no México foi assassinada na noite desta quarta-feira (23), junto com seu filho, no estado de Jalisco, informaram as autoridades.

A mulher pertencia ao grupo Guerreros Buscadores de Jalisco, que identificou um suposto campo de treinamento do crime organizado no início de março naquele estado, o que evidenciou as mais de 125.000 pessoas desaparecidas no México, de acordo com os registros oficiais.

María del Carmen Morales – que denunciou o desaparecimento de um de seus filhos em fevereiro do ano passado – foi baleada junto com seu filho, Daniel Ramírez, na cidade de Tlajomulco de Zúñiga, informou o Ministério Público de Jalisco, em um comunicado.

O órgão disse que Daniel, de 26 anos, foi atacado por dois homens em uma moto e que, ao tentar defendê-lo, María del Carmen, de 43, também foi agredida.

O Ministério Público informou que até o momento não há indícios de que o crime tenha relação com a atuação da mulher na busca por pessoas desaparecidas.

No entanto, o duplo assassinato provocou um protesto do grupo Guerreros Buscadores, que exigiu uma “investigação imediata e completa dos eventos”.

“Pedimos à presidente, Claudia Sheinbaum, que pressione o estado de Jalisco a tomar medidas concretas para prevenir a violência e garantir justiça às vítimas e suas famílias”, disse a organização em um comunicado.

Jalisco é o estado mexicano com o maior número de pessoas desaparecidas, com 15.170 casos. A questão ganhou destaque nacional, quando o grupo com o qual María del Carmen trabalhou relatou ter encontrado uma fazenda contendo roupas e ossos carbonizados.

O governo mexicano disse que o local era um centro de treinamento do crime organizado, para onde inúmeras pessoas eram levadas com falsas ofertas de emprego e depois forçadas a passar por treinamento para ingressar em um cartel.

A Procuradoria-Geral do país deve fornecer mais detalhes sobre o caso em uma coletiva de imprensa na próxima terça-feira (29).

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