Economia
EUA anunciam novas tarifas portuárias para navios vinculados à China
A medida, que deriva de uma investigação iniciada sob Joe Biden, surge em meio à guerra comercial entre os países
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira 17, novas tarifas portuárias sobre navios construídos e operados pela China, em uma aposta para impulsionar a indústria naval nacional e conter o domínio do gigante asiático no setor.
A medida, que deriva de uma investigação iniciada sob o governo anterior de Joe Biden, é divulgada no momento em que Estados Unidos e China estão envolvidos em guerra comercial, em decorrência das tarifas impostas às importações pelo presidente Donald Trump.
“Os navios e o transporte marítimo são vitais para a segurança econômica dos Estados Unidos e para o livre fluxo do comércio”, declarou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado.
Segundo o funcionário, a maioria das tarifas entrará em vigor em meados de outubro e será cobrada por cada visita de um navio aos Estados Unidos, e não por cada porto em que ele atracar, com um limite de até cinco vezes por ano.
Haverá tarifas distintas para navios operados por chineses e para aqueles construídos na China, e ambas aumentarão gradualmente nos anos seguintes.
Além disso, todos os navios de transporte de automóveis que não tenham sido montados nos Estados Unidos também terão de pagar uma taxa, que começará a ser aplicada dentro de 180 dias.
O anúncio também introduz novos encargos para navios de transporte de gás natural liquefeito, embora esses não entrem em vigor até daqui a três anos.
Uma ficha informativa que acompanha o anúncio afirma que as tarifas não cobrirão “o transporte marítimo nos Grandes Lagos ou no Caribe, o transporte marítimo de e para os territórios dos Estados Unidos, ou as exportações de produtos básicos em navios que chegam vazios aos Estados Unidos”.
“As ações do governo Trump começarão a reverter o domínio chinês, enfrentarão as ameaças à cadeia de suprimentos dos Estados Unidos e enviarão um sinal de demanda para navios construídos” no país, assegurou Greer.
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