Não para anistiar golpista, sim para ‘pejotizar’ trabalhador
A equipe de CartaCapital comenta as principais notícias da semana no programa ‘Fechamento’
O Supremo Tribunal Federal (STF) não cansa de mandar recados ao Congresso de que não aceita a aprovação de uma lei de anistia aos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O perdão é a maior bandeira do inelegível ex-presidente Jair Bolsonaro, que usa a situação de condenados pelo STF no caso do 8 de janeiro para tentar salvar a própria pele. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), conseguiu o número mínimo de assinaturas dos colegas para pedir que a anistia seja votada com urgência no plenário. Um abacaxi que o presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), terá de descascar depois da Páscoa. Mas, se faz jogo duro com a extrema-direita em defesa da democracia, o STF volta e meia toma decisões a favor de patrões e contra os trabalhadores. O juiz Gilmar Mendes acaba de suspender todos os processos judiciais existentes no País que questionam a legalidade da contratação de empregados como pessoas jurídicas, a chamada “pejotização”. Em seu despacho, deixou claro que quer impedir a Justiça do Trabalho de impor derrotas ao empresariado. Tudo isso, e mais o caso do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), no programa Fechamento desta semana, com a participação dos repórteres André Barrocal, Mariana Serafini e Mauricio Thuswhol.
2026 já começou
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A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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