Política
Comissão da Câmara aprova projeto que veta armamento a segurança pessoal de Lula
O texto é de autoria do presidente do colegiado, o deputado bolsonarista Paulo Bilynskyj (PL-SP)
A Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira 8, um projeto de lei que acaba com o armamento da segurança pessoal do presidente Lula (PT) e de todos os ministros de Estado. O texto recebeu 15 votos favoráveis, 8 contrários e uma abstenção.
De autoria do presidente do colegiado, Paulo Bilynskyj (PL-SP), o projeto veda o uso do armamento mesmo “em atividades que envolvam a segurança imediata de tais dignatários”.
Ele afirma que medida é “coerente com a visão do atual governo de promover uma cultura de paz” e que busca “soluções não violentas para os desafios da segurança”.
Bilynskyl é um histórico crítico do presidente Lula e um dos principais entusiastas da política armamentista incentivada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com uma série de postagens pró-armas nas redes sociais.
O parecer aprovado nesta terça foi elaborado por outro bolsonarista, o deputado Gilvan da Federal, do PL do Espírito Santo.
Durante a discussão, o Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) chamou o projeto de “tragicômico” e disse que a proposta fere a Constituição.
“Nós dizemos que arma de fogo estimulada em massa para uso da população em geral não é uma boa política de defesa e proteção. Sempre foi essa nossa defesa. Quando dissemos que policial não pode ter arma?”, questionou.
Antes de ir ao Senado, o texto ainda precisa ser apreciado pela Comissão de Administração e Serviço Público e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
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