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A visão dos brasileiros sobre Donald Trump e os EUA, segundo pesquisa
A Quaest também questionou a opinião dos eleitores do Brasil sobre qual deveria ser a resposta do país ao ‘tarifaço’ do político republicano
A maior parcela dos brasileiros tem visão negativa sobre o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. A conclusão é da nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira 8.
Segundo o levantamento, Trump amarga 43% de avaliações negativas entre os brasileiros. Apenas 22% dos entrevistados dizem ver positivamente o político republicano, considerado o grande líder da extrema-direita global. Outros 23% indicam visão regular ao presidente norte-americano. Veja os números:
Sua opinião sobre Donald Trump é…
- Positiva – 22%
- Regular – 23%
- Negativa – 43%
- Não sabe/Não respondeu – 12%
Já sobre o país, cresceu significativamente o grupo de pessoas que indicam visão negativa sobre os EUA. Em 2024, 24% dos entrevistados diziam ter uma opinião desfavorável em relação aos EUA. O grupo saltou para 41% e encostou naquele que vê o país com bons olhos (44%). A parcela que tem a visão positiva era de 58% no ano passado.
“Quem paga o preço da imagem negativa do presidente americano é os EUA. […] É uma queda bastante expressiva”, comenta Felipe Nunes, cientista político responsável pela pesquisa, ao detalhar os dados.

O levantamento, por fim, questionou os entrevistados sobre como deve ser a reação do Brasil ao ‘tarifaço’ de Trump. Para 53%, a resposta deve ser diplomática. Outros 33% indicam que o país deveria retaliar Trump e taxar de volta os produtos norte-americanos. Há outros 14% que não souberam responder. Confira os resultados:
Como o Brasil deveria reagir às taxações dos EUA sobre os produtos brasileiros?
- Deveria tentar reverter a situação pela diplomacia – 53%
- Deveria taxar os produtos americanos de volta – 33%
- Não sabe/Não respondeu – 14%
A pesquisa foi feita com 2.004 entrevistados, tem margem de erro de dois pontos percentuais. As opiniões, importante registrar, foram coletadas no fim de março (entre os dias 27 e 31), antes, portanto, da oficialização das novas tarifas dos EUA aos produtos brasileiros.
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