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Presos pelo 8 de Janeiro têm direito a visitas de líderes religiosos, ressalta o STF

O direito à assistência religiosa está previsto na Constituição Federal e na Lei de Execuções Penais

Presos pelo 8 de Janeiro têm direito a visitas de líderes religiosos, ressalta o STF
Presos pelo 8 de Janeiro têm direito a visitas de líderes religiosos, ressalta o STF
Mostruário com exemplar da Constituição danificado em invasão do Congresso Nacional em 8 de Janeiro de 2023. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, reafirmou nesta segunda-feira 7 que todos os golpistas presos por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro têm direito a visitas de padres, pastores ou outros líderes religiosos.

A posição consta de um despacho assinado pelo magistrado após o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), consultá-lo sobre a possibilidade de a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos receber a visita de autoridade religiosa.

Em prisão domiciliar desde 28 de março, a bolsonarista ficou conhecida por pichar com a frase “Perdeu, mané” uma estátua que fica em frente ao edifício-sede do STF, em Brasília, durante as manifestações antidemocráticas.

Ela responde, porém, por crimes que vão de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito a dano qualificado. A denúncia contra Débora começou a ser julgado no plenário da Primeira Turma do Supremo no mês passado, mas um pedido de vista adiou o julgamento.

O direito à assistência religiosa está previsto na Constituição Federal e na Lei de Execuções Penais. Para que o réu receba as visitas, no entanto, é preciso formalizar o pedido ao Supremo, segundo o ministro sustentou em seu despacho.

Na decisão que concedeu prisão domiciliar a Débora, Moraes determinou a “proibição de visitas, salvo de seus advogados regularmente constituídos e com procuração nos autos e de seus pais e irmãos, além de outras pessoas previamente autorizadas por este Supremo Tribunal Federal”. Por isso, Sóstenes – que é pastor da Assembleia de Deus – consultou o ministro sobre a possibilidade da assistência religiosa.

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