Educação
USP diplomará estudante perseguida e assassinada na ditadura militar
A homenagem a Ligia Maria Salgado Nóbrega ocorrerá na próxima quinta-feira 3
A Universidade de São Paulo diplomará uma estudante de Pedagogia assassinada durante a ditadura militar. Ligia Maria Salgado Nóbrega será homenageada na Faculdade de Educação na próxima quinta-feira 3.
Aos 24 anos, Ligia foi uma das vítimas de um episódio conhecido como Chacina do Quintino, no Rio de Janeiro, em março de 1972. Ela era militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, um grupo de resistência contra a repressão do regime militar.
Ligia — grávida, à época — e outros dois estudantes, Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo, morreram depois de policiais cercarem uma casa no bairro do Quintino.
Os militares alegaram que os estudantes resistiram à abordagem e teriam atirado. Laudos cadavéricos, no entanto, não identificaram pólvora nas mãos das vítimas, e testemunhas afirmaram não ter havido resistência.
Em 2013, a Comissão da Verdade do Rio de Janeiro apontou que os estudantes foram torturados.
A homenagem a Ligia faz parte do projeto Diplomação da Resistência da USP, que concede diplomas honoríficos aos seus 31 estudantes mortos sob a ditadura militar.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Pé-de-Meia Licenciaturas: prazo para pré-inscrição termina domingo
Por Agência Brasil
Unicamp divulga lista de obras obrigatórias para os próximos vestibulares
Por Ana Luiza Sanfilippo



