Mundo
Vice de Trump anuncia viagem à Groenlândia nesta sexta-feira
Vance afirmou que se reunirá com membros da força espacial dos Estados Unidos estacionada nessa imensa ilha ártica
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou que acompanhará a esposa, Usha, em uma viagem na sexta-feira 28 para a Groenlândia, um território autônomo dinamarquês que o presidente Donald Trump deseja anexar.
“Houve tanta expectativa pela visita de Usha à Groenlândia nesta sexta-feira que decidi que não queria que ela se divertisse sozinha, então a acompanharei”, declarou Vance em um vídeo na rede social X.
Vance afirmou que se reunirá com membros da força espacial dos Estados Unidos estacionada nessa imensa ilha ártica. Ele quer “ver o que está acontecendo com a segurança”, disse.
O anúncio foi feito poucas horas depois de a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, criticar a visita da segunda-dama dos EUA por exercer uma “pressão inaceitável” sobre o território e sobre seu país.
Na segunda-feira, a Casa Branca informou que Usha Vance visitará a Groenlândia de quinta a sábado para assistir à corrida nacional de trenós puxados por cães em Sisimiut, na costa noroeste.
Desde que voltou ao poder em janeiro, Trump tem insistido que deseja que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia por razões de segurança nacional e até se recusou a descartar o uso da força para alcançar esse objetivo.
Em seu anúncio em vídeo, Vance disse que outros países consideraram a possibilidade de usar o território para “ameaçar os Estados Unidos, ameaçar o Canadá e, claro, ameaçar o povo da Groenlândia”.
Trump também mencionou a possibilidade de anexar o Canadá para transformar o país no “51º estado” dos Estados Unidos.
“Falando em nome do presidente Trump, queremos reforçar a segurança do povo da Groenlândia”, acrescentou Vance.
Líderes dos Estados Unidos e da Dinamarca “ignoram a Groenlândia há tempo demais” e “acreditamos que podemos levar as coisas em uma direção diferente”, afirmou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Groenlândia chama de ‘interferência estrangeira’ a visita de delegação dos EUA; Trump nega ‘provocação’
Por AFP
Oposição de centro-direita vence eleições na Groenlândia marcadas por ameaças de Trump
Por AFP



