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Itamaraty condena ataques a prédio da ONU em Gaza e diz que, se intencionais, são ‘crimes de guerra’
O Ministério da Saúde do Hamas diz que o ataque partiu de Israel – o País nega envolvimento no episódio
O Itamaraty condenou nesta sexta-feira 21 os ataques a instalações das Nações Unidas na Faixa de Gaza e afirmou que, se intencionais, as investidas podem ser consideradas crimes de guerra. De acordo com a ONU, um funcionário morreu e outros cinco ficaram feridos após a explosão no prédio, ocorrida na quarta-feira.
A explosão foi classificada pelo governo brasileiro como mais um “episódio de grave violação do direito internacional humanitário”. “O Brasil recorda que ataques intencionalmente dirigidos contra pessoal humanitário e funcionários das Nações Unidas, bem como contra suas instalações e bens, são crimes de guerra”, continua o comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores.
Jorge Moreira da Silva, chefe do Escritório de Serviços de Projetos da ONU, disse a jornalistas que o ataque aconteceu em uma casa de hóspedes da ONU em Deir al-Balah que era frequentemente usada por funcionários da entidade. O local era conhecido pelas Forças de Defesa de Israel e estava em uma área isolada sem outros edifícios por perto, segundo ele. Da Silva afirmou que a casa de hóspedes foi atacada várias vezes esta semana.
“Dois dias atrás, houve um quase acidente com essas instalações, e ontem as instalações foram atingidas, e hoje houve outro ataque, infelizmente com essas vítimas”, relatou. “Não pode ser categorizado como um acidente”. O representante da organização ainda ressaltou que “ataques a instalações humanitárias são uma violação do direito internacional”.
O Ministério da Saúde do Hamas diz que o ataque partiu de Israel – o País nega envolvimento no episódio. A nota do Itamaraty pede que as partes respeitem a “inviolabilidade das instalações das Nações Unidas” e que o governo israelense assegure “a proteção e a liberdade de movimento do pessoal humanitário” na Palestina.
Desde que o conflito começou, em outubro de 2023, o governo brasileiro tem defendido publicamente um cessar-fogo permanente, com a entrada de ajuda humanitária para a população que vive em Gaza, ao mesmo tempo em que critica as ações militares lideradas pelo premiê Benjamin Netanyahu.
Após dois meses de trégua, os habitantes do enclave palestino estão novamente fugindo para salvar suas vidas depois que Israel efetivamente abandonou o cessar-fogo, lançando uma nova campanha aérea e terrestre contra o Hamas.
(Com informações de AFP e CNN Internacional)
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