Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

Augusto Diniz | Música brasileira

‘Artistas hoje se orgulham de tocar com percussionistas ótimos’, diz Marcos Suzano

Para o músico, o Brasil sempre foi um país rítmico, mas a percussão costumava ficar em segundo plano no palco

‘Artistas hoje se orgulham de tocar com percussionistas ótimos’, diz Marcos Suzano
‘Artistas hoje se orgulham de tocar com percussionistas ótimos’, diz Marcos Suzano
O novo disco de Suzano, 'Barbarizando Geral' explora uma rica variedade rítmica (Foto: Divulgação)
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O percussionista Marcos Suzano sempre criticou o fato de o Brasil ser reconhecido como um país rítmico, enquanto a percussão ocupava uma posição secundária no palco. Felizmente, segundo ele, isso tem mudado: “Hoje, artistas se orgulham de estar tocando com percussionistas ótimos”.

O último disco de Suzano é Barbarizando Geral (Biscoito Fino), lançado no ano passado em parceria com o cantor e compositor Fred Martins. O álbum apresenta sambas, alguns com críticas sociais, acompanhados por uma percussão refinada e inovadora.

Reconhecido por seu estilo singular, Suzano sempre se destacou nos trabalhos solo e nas colaborações com grandes nomes da música brasileira. “O disco tem a levada forte do violão, mas fiz um acompanhamento híbrido, com instrumentos acústicos e elementos eletrônicos – graves e timbres fora do padrão do samba”, explica.

Barbarizando Geral explora uma rica variedade rítmica, mesclando pandeiro, caxixis, chocalhos, berimbaus e recursos digitais. “Ficou uma sonoridade atual, que se distancia um pouco da tradição”, afirma. “É a linha que sigo em todo o meu trabalho.”

Um marco na carreira de Suzano foi o disco Olho de Peixe (1993), feito em parceria com Lenine. O trabalho projetou os dois artistas e teve repercussão internacional. Durante a produção, ele buscava se inspirar no violão percussivo do cantor pernambucano para criar suas linhas rítmicas. “Não sou do Norte-Nordeste, então minhas referências vinham do pop. Várias batidas do disco seguem essa lógica”, comenta.

Na opinião do músico, a percussão brasileira vive um bom momento. “Antes, a gente ficava lá atrás, sem poder tocar muito alto. A voz vinha sempre na frente”, recorda. “Hoje, os percussionistas estão mais conscientes da importância de sua presença no palco.”

Suzano também valoriza a evolução tecnológica no processo criativo e de gravação: “Permite hoje obter sons mais graves e com espectro muito maior de frequência, graças ao digital. É impressionante”.

Ele prepara agora um novo álbum solo, previsto para ser lançado em breve.

Assista à entrevista de Marcos Suzano a CartaCapital:

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