Educação
Lula fecha acordo com João Campos para repasse de 900 milhões à educação do Recife
O acerto encerra uma demanda judicial de quase 20 anos, relativa à diferença na complementação do antigo Fundef
O governo Lula (PT) firmou, nesta quinta-feira 20, um acordo com a prefeitura do Recife para enviar 900,4 milhões de reais voltados à educação na capital pernambucana.
O acerto encerra uma demanda judicial de quase 20 anos, relativa à diferença no repasse da complementação da União aos recursos do antigo Fundef. A proposta de acordo partiu da Advocacia-Geral da União, em conjunto com o Ministério da Educação.
O presidente Lula participou da cerimônia de assinatura, no Palácio do Planalto, ao lado do advogado-geral da União, Jorge Messias, do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
O valor será pago via precatório, a partir de 2025, em três parcelas anuais de 40%, 30% e 30%.
O acordo ainda prevê que o município deverá elaborar um plano de aplicação dos recursos compatível com o Plano Nacional de Educação. A fiscalização ficará a cargo do Tribunal de Contas da União, do Tribunal de Contas do Estado e da Controladoria-Geral da União.
A prefeitura do Recife anunciou que utilizará o dinheiro no aumento de vagas em creches, na educação inclusiva, na ampliação do ensino integral, na requalificação de equipamentos da rede, na construção de novas unidades e na valorização dos profissionais da área.
Campos afirmou se tratar do maior acordo da história da cidade. Lula, por sua vez, disse que o País não dará o salto de qualidade necessário sem investimento em educação.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Governo Tarcísio troca, de uma só vez, 20 dos 91 dirigentes de educação de SP
Por CartaCapital
Entidades repudiam apologia ao estupro feita por estudantes de Medicina em São Paulo
Por Ana Luiza Basilio
Banheiro da PUC-SP é pichado com mensagens de ódio contra árabes; universidade repudia
Por CartaCapital



