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EUA ameaça Venezuela com sanções se não aceitar ‘voos de deportação’

O governo do presidente Donald Trump realiza uma operação de expulsão de imigrantes em situação irregular e exige a colaboração dos países

EUA ameaça Venezuela com sanções se não aceitar ‘voos de deportação’
EUA ameaça Venezuela com sanções se não aceitar ‘voos de deportação’
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Arquivo/AFP
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O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, ameaçou a Venezuela, nesta terça-feira 18, com “novas sanções duras” se o presidente Nicolás Maduro não aceitar “um fluxo constante de voos de deportação” de imigrantes venezuelanos.

“A Venezuela é obrigada a aceitar seus cidadãos repatriados dos Estados Unidos. Este não é um tema de debate, nem negociação. Tampouco merece nenhuma recompensa”, advertiu Rubio na rede social X.

“A menos que o regime de Maduro aceite um fluxo constante de voos de deportação, sem mais desculpas, nem demora, os Estados Unidos vão impor sanções duras e crescentes”, acrescentou o secretário de Estado.

O governo do presidente americano, Donald Trump, realiza uma operação de expulsão de imigrantes em situação irregular e exige a colaboração dos países.

Após voltar à Casa Branca, em 20 de janeiro, o republicano mandou a Caracas seu enviado especial Richard Grenell para negociar a repatriação de venezuelanos.

Semanas depois, descontente com o líder chavista por ter descumprido — segundo ele — o ritmo de voos “acordado”, revogou a licença que permitia à petrolífera americana Chevron operar na Venezuela.

As tensões escalaram no último fim de semana, depois que Trump invocou uma lei de guerra de 1798 contra a gangue venezuelana Trem de Aragua e enviou aviões com 238 venezuelanos para El Salvador para serem detidos em um presídio de segurança máxima.

Na segunda-feira, Maduro tachou a decisão de “anacrônica”.

“Esses migrantes venezuelanos, que foram sequestrados, que não tiveram direito à defesa, que são catalogados como assassinos, terroristas […], que foram enfiados em um campo de concentração em El Salvador, têm direito à defesa e não vou descansar até que consigamos seu resgate e seu retorno sãos e salvos”, disse o presidente.

“Não são terroristas, não são delinquentes, não são assassinos, nossos migrantes são gente de bem”, assegurou.

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