Mundo

Trump chama veículos americanos de ‘corruptos’ e sugere que cobertura crítica deveria ser ilegal

O republicano costuma atacar a imprensa desde seu primeiro mandato, de 2017 a 2021, algo sem precedentes para um líder do país

Trump chama veículos americanos de ‘corruptos’ e sugere que cobertura crítica deveria ser ilegal
Trump chama veículos americanos de ‘corruptos’ e sugere que cobertura crítica deveria ser ilegal
Em pouco mais de um mês à frente da Casa Branca, Trump acirrou disputa comercial dos EUA com outros países. Foto: ROBERTO SCHMIDT / AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou, nesta sexta-feira 14, de “ilegais” e “corruptos” os meios de comunicação americanos que o criticam.

“Acredito que a CNN e a MSDNC, que escrevem literalmente 97,6% de coisas ruins sobre mim, são braços políticos do Partido Democrata”, afirmou em um discurso no Departamento de Justiça diante de promotores e agentes de segurança.

“Em minha opinião, são realmente corruptos e ilegais. O que fazem é ilegal”, disse.

Ele também afirmou que os meios de comunicação “influenciam os juízes”.

“Isso está mudando a lei, e simplesmente não pode ser legal. Não creio que seja legal. E o fazem em total coordenação entre si”, protestou.

Trump costuma atacar os meios americanos desde seu primeiro mandato como presidente, de 2017 a 2021, algo sem precedentes para um líder em um país onde a liberdade de imprensa está consagrada na Constituição.

O republicano costuma chamar os jornalistas de quem não gosta de “inimigos do povo” e de “notícias falsas”.

Desde que começou seu segundo mandato, em janeiro, o bilionário pressionou meios tradicionais como a agência de notícias americana Associated Press, ao mesmo tempo em que facilitou o acesso à Casa Branca de outros que antes eram marginalizados e de direita.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo