Economia

Trump quer taxar o mundo inteiro e Lula reduz imposto de importação, diz Haddad

‘Taxadd’: o ministro também comparou campanha contra ele à propaganda nazista

Trump quer taxar o mundo inteiro e Lula reduz imposto de importação, diz Haddad
Trump quer taxar o mundo inteiro e Lula reduz imposto de importação, diz Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Diogo Zacarias/MF
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta sexta-feira 7 que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer taxar o mundo inteiro, enquanto o presidente Lula (PT) reduz o imposto de importação de alguns alimentos. A provocação ocorreu em entrevista ao Flow Podcast.

No esforço para reduzir os preços, o governo federal anunciou na quinta-feira 6 a decisão de zerar a alíquota de importação de itens como carne, café, açúcar, milho, azeite de oliva e sardinha.

“O Trump está lá, taxando. Você vê que coisa, né? O cara que o Bolsonaro apoia nos Estados Unidos está querendo taxar o mundo inteiro e o Lula acabou de anunciar redução do imposto de alimentos”, afirmou Haddad.

Alvo de provocações da oposição sob a alcunha de “Taxadd”, o ministro também comparou as alegações sobre ter elevado impostos à propaganda nazista. “É aquela coisa do Goebbels, o ministro da propaganda nazista. Ele dizia, nos diários dele, que quando uma mentira grande é contada repetidamente, as pessoas acabam acreditando nela.”

O objetivo, segundo Haddad, não é turbinar a arrecadação, mas reduzir o gasto indireto com benefícios fiscais. Trata-se, de acordo com o petista, de mirar a “grana que o rico não paga de imposto”.

Na entrevista, o ministro também reforçou a avaliação de que os preços de alimentos cairão em decorrência da colheita da safra deste ano. “Uma série de produtos que estão com preços altos hoje vão ficar sob controle quando entrar a safra.”

Horas antes, Lula disse que o governo busca uma solução pacífica para reverter o cenário, mas não descartou a adoção de medidas mais drásticas, caso sejam necessárias. O petista não detalhou a quais potenciais iniciativas se refere.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou por sua vez que o Palácio do Planalto não cogita recorrer a qualquer ação artificial para controlar os preços de alimentos.

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