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China apresenta nova reclamação à OMC por tarifas dos EUA

Trump anunciou, na segunda-feira, que os produtos do país asiático teriam uma taxa adicional de 10%

China apresenta nova reclamação à OMC por tarifas dos EUA
China apresenta nova reclamação à OMC por tarifas dos EUA
O presidente da China, Xi Jinping. Foto: Pedro Pardo / AFP
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A China anunciou nesta terça-feira 4 que apresentou uma nova reclamação perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos, por causa das tarifas adicionais impostas por Washington a seus produtos.

Na segunda-feira, o presidente americano Donald Trump assinou um novo decreto para aumentar para 20% as tarifas adicionais aos produtos chineses, após um primeiro aumento de 10% em fevereiro, que já havia levado Pequim a apresentar uma reclamação na OMC.

“As medidas fiscais unilaterais dos Estados Unidos violam gravemente as normas da OMC e minam os fundamentos da cooperação econômica e comercial” entre China e Estados Unidos, declarou o Ministério do Comércio chinês nesta terça-feira.

“A China, conforme as regras da OMC, protegerá firmemente seus direitos e interesses legítimos e defenderá a ordem econômica e comercial internacional”, acrescentou o ministério em comunicado.

Uma autoridade da OMC confirmou à AFP que a organização recebeu uma nova reclamação da China.

Anteriormente, Pequim havia anunciado tarifas de 10% a 15% sobre uma série de produtos agrícolas dos Estados Unidos, entre eles o frango e a soja.

No entanto, enquanto as tarifas impostas por Washington afetam todos os produtos chineses, as tarifas de Pequim se atêm a apenas 14% dos produtos americanos importados pelo gigante asiático, segundo a consultoria chinesa Pinpoint Asset Management.

Nesta terça, os Estados Unidos também colocaram em prática as tarifas de 25% sobre Canadá e México, que haviam sido anunciadas há um mês. Além disso, os hidrocarbonetos canadenses terão uma tarifa de 10%.

Em resposta, o Canadá vai impor tarifas de 25% sobre alguns produtos americanos.

Por sua vez, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum anunciou represálias “tarifárias e não tarifárias”, que prevê detalhar no domingo.

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