Mundo
Sheinbaum promete recorrer à Justiça se Google insistir em mudar nome do Golfo do México
A presidenta diz que o decreto de Donald Trump só renomeia como Golfo da América a plataforma continental americana, e não as do México e de Cuba
O México vai recorrer aos “tribunais” contra o Google se a empresa insistir em mudar em seus mapas o nome do Golfo do México para além da plataforma continental dos Estados Unidos, anunciou a presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, nesta segunda-feira 17.
A dirigente reforçou a ameaça de acionar judicialmente o Google, após divulgar uma segunda carta de seu governo para a empresa, na qual assinala que um decreto do presidente americano, Donald Trump, só renomeia como Golfo da América a plataforma continental americana, e não as do México e de Cuba.
“Vamos esperar a resposta do Google e, se não, agiremos já nos tribunais”, disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa habitual, na qual leu a carta do governo, datada de 11 de fevereiro.
Nesta carta, o chanceler mexicano, Juan Ramón de la Fuente, alerta que “em nenhuma circunstância o México aceita que se renomeie qualquer área geográfica que inclua parte de seu território nacional e que esteja sob sua jurisdição”.
O Google disse que os usuários de seu aplicativo Maps nos Estados Unidos verão o nome “Golfo da América”, enquanto no México aparecerá “Golfo do México”. Usuários do resto do mundo verão os dois nomes.
A Apple também renomeou o Golfo do México como “Golfo da América” para os usuários americanos de seu aplicativo de mapas, a fim de cumprir com a determinação de Trump.
No fim de janeiro, a presidenta mexicana respondeu com ironia a Trump, sugerindo chamar os Estados Unidos de “América Mexicana”, com base em mapas do século XVII, quando grande parte do atual território do oeste americano pertencia ao México.
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