Sociedade

Mulher suspeita de envenenar família com bolo no RS morre na prisão

Deise Moura dos Anjos, que estava presa desde o início de janeiro, estava sozinha na cela quando foi encontrada sem vida

Mulher suspeita de envenenar família com bolo no RS morre na prisão
Mulher suspeita de envenenar família com bolo no RS morre na prisão
Polícia conclui que Deise Moura dos Anjos matou, por envenenamento, quatro pessoas da mesma família. Créditos: Divulgação
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A Polícia Penal do Rio Grande do Sul confirmou, nesta quinta-feira 13, que Deise Moura dos Anjos, a mulher suspeita de envenenar familiares com um bolo na véspera do Natal do ano passado, foi encontrada morta na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre. 

De acordo com as autoridades, ela estava sozinha na cela quando foi encontrada morta. Os agentes avistaram Deise quando faziam a conferência matinal na penitenciária.

“Imediatamente, os servidores prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Médico de Urgência que, ao chegar no local, constatou o óbito”, disse a Polícia Penal, em nota. Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a morte aconteceu por “asfixia mecânica auto infligida”.

O caso está sendo apurado pela Polícia Civil e pelo Instituto-Geral de Perícias.

Envenenamento

Deise foi presa no último dia 5 de janeiro e teve que ser transferida no início de fevereiro para Guaíba, depois de passar um mês no Presídio Estadual Feminino de Torres.

Segundo a polícia, ela é suspeita de matar três pessoas com um bolo envenenado com arsênio pouco antes do Natal de 2024. Ela também é suspeita de ter matado o sogro, usando o mesmo método, em setembro do ano passado.

No caso do final do ano, sete pessoas da mesma família tinham se reunido em uma casa antes do Natal, até que começaram a se sentir mal. A principal linha de investigação apura a suspeita de que Deise tenha envenenado a farinha que a sua sogra, Zeli dos Anjos, usou para fazer o bolo.

Zeli e uma criança de 10 anos ficaram hospitalizadas, mas receberam alta. No entanto, o caso levou à morte de Tatiana Denize Silva dos Santos, Neuza Denize Silva dos Santos e Maida Berenice Flores da Silva.

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