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ONU denuncia ‘métodos de guerra’ de Israel na Cisjordânia

Escritório de direitos humanos das Nações Unidas afirma que israelenses usam força letal ilegal na cidade de Jenin

ONU denuncia ‘métodos de guerra’ de Israel na Cisjordânia
ONU denuncia ‘métodos de guerra’ de Israel na Cisjordânia
Veículos militares israelenses em Jenin, na Cisjordânia – Foto: Jaafar Ashtiyeh / AFP
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A ONU expressou nesta sexta-feira 24 sérias preocupações sobre o uso da força pelos militares israelenses durante sua incursão na Cisjordânia nesta semana, incluindo “métodos de guerra”.

Os militares israelenses lançaram esta semana uma incursão em Jenin, uma cidade da Cisjordânia que é um foco de militância palestina, dias depois que um cessar-fogo foi declarado em sua guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.

“Estamos profundamente preocupados com o uso de força letal ilegal em Jenin, na Cisjordânia ocupada”, disse o porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Thameen al-Kheetan, durante uma coletiva de imprensa em Genebra.

“As operações mortais israelenses nos últimos dias levantam sérias preocupações sobre o uso desnecessário ou desproporcional da força, incluindo métodos de guerra que violam a lei internacional de direitos humanos e os padrões aplicáveis de aplicação da lei”, acrescentou al-Kheetan.

“Isso inclui vários ataques aéreos e a tiros aparentemente aleatórios contra residentes desarmados que tentam fugir ou buscar segurança”, enfatizou.

O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, pediu a Israel que adote e implemente regras de engajamento que estejam totalmente de acordo com os padrões de direitos humanos aplicáveis.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o objetivo da operação – apelidada de “Muro de Ferro” – era “erradicar o terrorismo” na área.

Kheetan disse que o escritório de direitos humanos da ONU verificou que pelo menos 12 palestinos foram mortos e 40 feridos pelas forças de segurança israelenses desde terça-feira, acrescentando que a maioria estava desarmada.

Ele pediu que todas as mortes no contexto da aplicação da lei sejam investigadas de forma completa e independente.

“Os responsáveis por mortes ilegais devem ser responsabilizados”, acrescentou o porta-voz.

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