Política

Nunes bate palmas e canta com GCMs: ‘Gás de pimenta na cara dos vagabundos’

Exaltação à violência ocorre no momento em que São Paulo sofre com casos de brutalidade policial

Nunes bate palmas e canta com GCMs: ‘Gás de pimenta na cara dos vagabundos’
Nunes bate palmas e canta com GCMs: ‘Gás de pimenta na cara dos vagabundos’
Créditos: Reprodução Redes Sociais
Apoie Siga-nos no

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), aparece em um vídeo cantando uma música de exaltação à violência policial ao lado de guardas civis metropolitanos. A gravação ocorreu em uma cerimônia de formatura de 500 agentes de segurança, no Vale do Anhangabaú, centro da capital, na última terça-feira 21.

“Gás de pimenta na cara dos vagabundos”, cantaram os agentes da GCM, em coro, enquanto batiam palmas. O prefeito estava na roda, sorrindo, cantando e se somando às palmas.

Nunes estava acompanhado de seu vice, Coronel Mello Araújo (PL), ex-comandante da Rota, e do novo secretário de Segurança Urbana, Orlando Morando.

Nas redes sociais, a vereadora Luna Zarattini (PT) classificou o ato de “absurdo” e contestou a manifestação do prefeito no momento em que São Paulo enfrenta uma escalada de violência policial e violações de direitos humanos.

“É esse o nível de desprezo pela democracia e pelas vidas paulistanas? Mais uma demonstração da política de repressão e violência que o prefeito incentiva em nossa cidade”, afirmou a petista.

Zarattini  declarou que protocolará um ofício na Secretaria de Segurança Urbana questionando a formação dos guardas civis.

Procurada, a prefeitura de São Paulo informou que não se manifestará.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo