Política

Gilmar Mendes afasta o presidente da Câmara de Maringá (PR)

Hossokawa foi eleito em 1º de janeiro para assumir o quinto biênio consecutivo à frente da Câmara

Gilmar Mendes afasta o presidente da Câmara de Maringá (PR)
Gilmar Mendes afasta o presidente da Câmara de Maringá (PR)
Mario Hossokawa (PP) foi eleito para o quinto biênio como presidente da Câmara. — Foto: Câmara Municipal de Maringá
Apoie Siga-nos no

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento do vereador Mario Hossokawa (PP) da presidência da Câmara Municipal de Maringá, no norte do Paraná.

Na liminar, assinada nesta terça-feira 22, o decano da Corte considerou que a recondução do parlamentar ao cargo violou o entendimento firmado pelo STF sobre a possibilidade de reeleição para as mesas diretoras do Poder Legislativo.

A determinação foi tomada no bojo de uma ação popular movida pelo ex-deputado estadual do Paraná, Homero Marchese.

Hossokawa foi eleito em 1º de janeiro para assumir o quinto biênio consecutivo à frente da Câmara, com o voto de 21 dos 23 vereadores. A recondução foi questionada nas instâncias inferiores, mas o Tribunal de Justiça manteve o vereador no cargo.

Para o ministro do STF, a decisão do TJ estadual violou o entendimento sobre a reeleição para as mesas diretoras do Legislativo. Há três anos, a Corte estabeleceu que a recondução é permitida apenas uma vez na mesma legislatura.

Ao analisar o caso, Gilmar também afirmou que a recondução de Hossokawa criou risco à segurança jurídica e ao interesse social. Por essa razão, segundo o magistrado, impõe-se o afastamento do cargo até a resolução de mérito do processo.

O decano pediu informações à Câmara de Maringá e, na sequência, deve ouvir a Procuradoria-Geral da República sobre a ação.

Leia a decisão: 

maringa

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo