Política

Lula liga para dirigente do MST e diz planejar visita a acampamento alvo de ataque

Segundo coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro, o presidente prestou solidariedade ao movimento

Lula liga para dirigente do MST e diz planejar visita a acampamento alvo de ataque
Lula liga para dirigente do MST e diz planejar visita a acampamento alvo de ataque
Lula em Brasília, em foto de 25 de outubro de 2024 – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente Lula (PT) deve visitar o acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Olga Benário, em Tremembé, no interior de São Paulo, que foi alvo de um ataque que deixou pelo menos dois mortos e seis feridos no fim da noite da sexta-feira 10.

Segundo coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro, o presidente ligou para prestar solidariedade ao movimento e anunciou a visita. “Agora a pouco falamos pessoalmente com o preside Lula e ele anunciou que colocará a Polícia Federal para fazer as investigações ele, pessoalmente, assim que puder viajar de avião virá para a região”, disse Mauro.

“É isso que a gente quer, que seja investigado, que seja punido. Mas, ao mesmo tempo, que o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] e o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar] resolvam definitivamente esse problema das invasões de lotes da reforma agrária aqui no Vale do Paraíba e em todo o Brasil”, completou.

As vítimas são Valdir Nascimento, 52 anos, uma liderança do Olga Benário, e Gleison Barbosa, de 28. Dois irmãos de Gleison foram atingidos — um deles estava, até a tarde deste sábado, em estado gravíssimo após levar um tiro na cabeça.

A Polícia Civil prendeu neste sábado um suspeito de liderar o ataque. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o homem, conhecido como “Nero do Piseiro”, é apontado como mentor intelectual do crime e já tinha passagem por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi identificado por testemunhas.

Por causa do ataque, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania anunciou que oferecerá assistência e proteção às lideranças e demais moradores.

“O MDHC, por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, está buscando mais informações sobre os fatos ocorridos e oferecerá assistência para as lideranças do assentamento e sua coletividade”, informou o ministério, em nota divulgada na tarde deste sábado 11.

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